Publicado em 23/04/2021 às 10h20 | |

Lesão com hemorragia provocou morte de Henry em quatro horas, diz perito legista

Henry morreu em um intervalo de quatro horas após sofrer hemorragia interna provocada por lesão hepática.

Acusados pela morte do garoto Henry.
Foto de reprodução

 Acusados pela morte do garoto Henry. Foto de reprodução

O perito legista Leonardo Huber Tauil, responsável pelos dois exames de necropsia no corpo de Henry Borel Medeiros, de 4 anos, respondeu a 16 perguntas elaborados pelo delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), sobre as 23 lesões atestadas nos documentos. As questões fazem parte do laudo complementar do Instituto Médico Legal (IML) e foi incluída no relatório final do inquérito que apura a morte do menino, durante a madrugada de 8 de março, no apartamento 203 do bloco I do condomínio Majestic, no Cidade Jardim, onde ele morava com a mãe, a professora Monique Medeiros da Costa e Silva, e o padrasto, o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (sem partido). O casal está preso desde 8 de abril por homicídio duplamente qualificado, por emprego de tortura e impossibilidade de defesa da criança.

De acordo com o laudo, ao qual o EXTRA teve acesso, Henry morreu em um intervalo de quatro horas após sofrer hemorragia interna provocada por lesão hepática. Como peritos concluíram que ele já havia falecido ao ser socorrido por Monique e Jairinho às 4h09, o óbito deve ter acontecido entre 23h30 e 3h30.

Huber Tauil ainda respondeu que Henry apresentava lesões nas áreas “nasal” e “infra orbital” compatíveis com escoriações causadas por unhas. Assim como uma ferida no lábio provocada durante uma tentativa de entubação no Hospital Barra D'Or, os peritos acreditam que os machucados tenham sido causados também pelas pediatras nas manobras de reanimação do menino, que já chegou morto à unidade de saúde.

O legista descreve também que, segundo o Boletim de Atendimento Médico, Henry deu entrada na emergência com rigidez de mandíbula, temperatura de 34 graus e flacidez do restante do corpo. Como a morte foi atestada como suspeita, às 5h42, um registro de ocorrência para a remoção do cadáver foi feito na 16ª DP e o menino foi encaminhado ao IML, no Centro do Rio.

Também fazem parte do relatório novas mensagens recuperadas no celular de Monique, que revelam que a professora demonstrou gratidão à empregada da família, Leila Rosângela de Souza Mattos, após ela ter dado seu primeiro depoimento à polícia sobre a morte da criança. Como se sabe, na primeira versão, a doméstica negou saber de qualquer conflito familiar, mas, num segundo depoimento, revelou estar no apartamento da família, no dia 12 de fevereiro, quando Henry teria sido agredido pelo vereador.

Dois dias depois de depor pela primeira vez, no dia 23 de março, Leila Rosângela recebeu uma mensagem de Monique. Às 0h37, a mãe de Henry escreveu: “Dorme bem. E não nos abandone. Você, mesmo por pouco tempo, já faz parte das nossas vidas. Só não perde a fé. Ore por nós”, disse Monique. A empregada respondeu: “Durma bem também! Eu não vou abandonar. Vou orar sempre. Beijos”.

 

Créditos:Jornal Extra

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