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Publicado em 11/02/2021 às 14h55 | |

Motoristas e cobradores liberam entrada gratuita de usuários nos ônibus durante protesto no Piauí

A greve da categoria já dura três dias. Os trabalhadores pedem a renovação da convenção coletiva de trabalho. O Setut alega problemas financeiros para o fechamento do acordo.

Francisco Lima/ TV Clube

 Francisco Lima/ TV Clube

Os motoristas e cobradores de ônibus realizaram um protesto, em Teresina, na manhã desta quinta-feira (11), pela renovação da convenção coletiva de trabalho, aprovada em 2019 e não renovada para os anos seguintes devido à pandemia do novo coronavírus. Os profissionais permitiram a entrada gratuita de dezenas de usuários nos veículos na Praça na Bandeira, Centro da cidade. A greve da categoria já dura três dias.

A manifestação iniciou na Avenida Frei Serafim, principal via de Teresina, e foi acompanhada pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans). O motorista de ônibus Werbety Lopes informou que a categoria não está reivindicando um aumento salarial, mas o pagamento do salário baseado no valor de 2019, quando os funcionários recebiam tickets de alimentação e plano de saúde.

 

“Estamos reivindicando o pagamento baseado em 2019, mantendo o vale-alimentação e o plano de saúde. Até porque, se não foi renovada a convenção, pois eles alegam que houve redução dos passageiros devido à pandemia e por isso não tem como reajustar nosso salário. Pela lei, o salário tem que prevalecer na base de 2019”, disse.

O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut) vem alegando a impossibilidade de fechamento de acordo da convenção coletiva, devido aos problemas financeiros enfrentados pela empresa. Leia a nota ao fim da reportagem.

Manifestação dos motoristas e cobradores de ônibus iniciou na Avenida Frei Serafim — Foto: Francisco Lima / TV Clube

Manifestação dos motoristas e cobradores de ônibus iniciou na Avenida Frei Serafim — Foto: Francisco Lima / TV Clube

Após a deflagração da greve, usuários de transporte público vêm enfrentando dificuldades devido ao número reduzido de ônibus circulando na capital. Por este motivo, a Justiça do Piauí determinou que as empresas que fazem o transporte coletivo de Teresina garantam a circulação de pelo menos 70% da frota de ônibus durante os horários de pico. Leia a decisão.

A decisão veio em resposta ao pedido de liminar feito pelo Ministério Público do Piauí, e determina a “adoção de todas as medidas legais e contratuais cabíveis no sentido de garantir a disponibilidade de 70% da frota”.

Decisão judicial determina:

Disponibilidade de 70% da frota:

 

  • Segunda a sexta-feiras: entre 6h e 9h e entre 17h e 19h;
  • Sabados: entre 6h e 9h, e entre 12h e 15h;

 

Disponibilidade de 30% da frota: nos demais horários

 

Paralisações em 2021

 

Motoristas e cobradores do Consórcio Theresina fazem paralisação e Zona Sudeste fica sem ônibus  — Foto: Sintetro

Motoristas e cobradores do Consórcio Theresina fazem paralisação e Zona Sudeste fica sem ônibus — Foto: Sintetro

primeira paralisação do sistema de transporte público de Teresina em 2021 aconteceu no dia 11 de janeiro. A categoria cobrava o pagamento dos salários de forma integral e ainda o reajuste salarial de 2019.

A segunda paralisação durou três dias e foi encerrada no dia 27 de janeiro. Os trabalhadores denunciaram estar recebendo abaixo do salário mínimo e sem pagamento do ticket-alimentação e plano de saúde. A greve foi encerrada após a Prefeitura de Teresina pagar o ticket-alimentação.

A terceira paralisação aconteceu no dia 1º de fevereiro, entre os trabalhadores do Consórcio Theresina, que atende à Zona Sudeste de Teresina. A categoria protestava contra a demissão de um trabalhador, que eles consideraram injusta. A paralisação durou cinco horas, até que os trabalhadores e empresários entraram em um acordo.

Já quarta paralisação ocorreu entre os funcionários de uma das empresas que fazem parte do Consórcio Urbanus, que atende a Zona Leste de Teresina. O protesto foi porque 25 trabalhadores não receberam o pagamento das férias, mesmo após voltar ao trabalho. Outra questão é que 18 trabalhadores que estão afastados e teriam direito a 30% do salário estariam há três meses sem receber.

Na quinta-feira (4), os motoristas e cobradores de ônibus paralisaram as atividades pela quinta vez e não retornaram mais as atividades. Cerca de 300 funcionários aderiram à paralisação. Os ônibus deixaram de circular das 16h às 18h, depois retornaram para as garagens.

Leia abaixo a íntegra da nota do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Teresina (Setut):

O Setut esclarece que, no momento, não há possibilidade de cumprimento total dos termos vigentes na convenção coletiva de 2019, devido ao déficit financeiro pelo qual o sistema passa e a falta de repasses previstos no contrato de concessão, descumpridos pela gestão municipal, que são essenciais para o funcionamento eficaz do sistema de transporte público. A entidade reitera que está em busca, prioritariamente, da manutenção dos postos de trabalho e consequente sobrevivência do sistema. O sindicato segue em busca de uma negociação efetiva e uma melhor alternativa para um acordo com a categoria dos trabalhadores, a fim de que o movimento grevista seja interrompido.

 

 

FONTE:G1PIAUI

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